segunda-feira, 9 de abril de 2012

Visita aos Agricultores

No final de março, João Lucas Castanha e Fernanda Freire fizeram uma visita aos agricultores da Feira Agroecológica do Benfica. Foram ao Maciço de Baturité e seguiram por Capistrano, Pacoti e Mulungu.

Em Capistrano, visitaram nossas duas produtoras de ovos caipiras, Dona Luiza (mais conhecida como Titia), de 87 anos, e Luzia (mais conhecida como Boneca). Lá também fizeram uma parada no sítio do Pelé e visitaram sua horta-mandala que produz o maracujá, a banana, a batata doce, a macaxeira, o maxixe e o tomate que são vendidos na feira. Na propriedade do Erasmo, encontraram boa parte da produção de banana, macaxeira e maracujá que também vendemos. Vimos que futuramente teremos uma boa safra de milho verde! Aguardem!

A Feira Agroecológica do Benfica e o Grupo de Consumidores Responsáveis do Benfica agradecem o carinho e a atenção desses agricultores que nos receberam, e que em sua luta diária insistem em produzir de maneira consciente e sustentável, sem agredir os alimentos que consumimos e o ambiente em que vivem.

São nesses produtos, verdadeiramente nutritivos e limpos, sustentados por mãos fortes, experientes e delicadas, que acreditamos.

Convidamos a todos - com muito amor no coração e esperança nos grandes encontros - a estarem presentes na Feira Agroecológica do Benfica, em Fortaleza, adquirindo os produtos desses agricultores, partilhando dos bons encontros que acontecem na praça da Gentilândia, das descobertas e aberturas que por lá se dão e dos grandes momentos de transição e harmonia que se projetam do que vem naturalmente, em sua origem e possibilidade real.

Neste mês de abril, a feira acontece nos dias 14 e 28. Até o próximo sábado!

segunda-feira, 12 de março de 2012

14 de Março: Dia internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida


Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) convoca todas as entidades, organizações, pastorais, redes, ativistas e movimentos sociais a inserirem-se e nos ajudarem a realizar as mobilizações que marcarão o Dia Internacional de Lutas Contra as Barragens, pelos rios, pela água e pela vida, na jornada do 14 de março. Nesta data, populações atingidas por barragens do mundo inteiro denunciam o modelo energético que, historicamente, tem causado graves conseqüências sociais, econômicas, culturais e ambientais. Segundo o relatório da Comissão Mundial de Barragens (órgão ligado à ONU), no mundo, cerca de 80 milhões de pessoas foram atingidas direta ou indiretamente pela construção de usinas hidrelétricas.

Os últimos anos foram marcados pelo avanço das grandes empresas nacionais e estrangeiras no controle das riquezas naturais e minerais, da água, das sementes, dos alimentos, do petróleo e da energia elétrica. Todos estes bens tornam-se mercadorias e são explorados pelos setores da indústria que se abastecem com o alto consumo de energia. A atual crise do capitalismo mostra o quanto este modelo de produção e consumo é insustentável e insano, centrado apenas no lucro de poucos. Para o MAB é necessário construir um novo modelo de desenvolvimento, centrado na busca de condições dignas de vida para a classe trabalhadora.

Movimentos de resistência contra este modelo se fortalecem e agora, mais do que nunca, faz-se necessária a realização de grandes jornadas de lutas que deverão ir para além do 14 de março, devem avançar para a Rio + 20, que acontece em junho no Rio de Janeiro, e para combater todas as estruturas injustas desta sociedade. Em se tratando do modelo energético, a crise nas atividades econômicas abrem a possibilidade de discutir uma reestruturação profunda, que parta das necessidades reais de superação das contradições do atual modelo e que carregue os princípios da soberania energética a partir de um projeto popular.

Cada vez mais nosso compromisso é de nos organizarmos e de nos inserirmos nas lutas contra as transnacionais, pelos direitos dos trabalhadores, na defesa dos rios, da água e da vida.  As manifestações da semana do 14 de março serão realizadas para pedir solução para a enorme dívida social e ambiental deixada pelas usinas já construídas e para fortalecer a luta por um outro modelo energético. Portanto, essa luta não é apenas da população atingida pelos lagos, pois todo o povo é atingido pelas altas tarifas da energia, pela privatização da água e da energia, pelo dinheiro público investido em obras privadas. 

Cabe a nós fazermos a luta de resistência e construirmos um novo modelo energético e de sociedade!

Águas para vida, não para morte!
Água e energia não são mercadorias!

Fonte:  http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/14-mar-dia-internacional-luta-contra-barragens-pelos-rios-pela-gua-e-pela-vida-0